Ed Ferreira
Dilma Rousseff participa da convenção do PMDB e agradece o apoio do partido na eleições e no Congresso Nacional
Dilma Rousseff participa da convenção do PMDB e agradece o apoio do partido na eleições e no Congresso NacionalDurante o evento, Henrique Alves disse que o PMDB tem divisões e divergências com o PT nos estados, “inclusive no Rio Grande do Norte, onde o PT não nos apoia para o cargo de governador”, mas destacou que o PMDB “não tem o radicalismo e a intolerância entre suas marcas” e deve “relevar” essas situações regionais em defesa de um projeto maior. “Mesmo divergindo do PT no meu estado, eu sei separar as coisas”, disse o presidente da Câmara.
Dos 9 delegados do Rio Grande do Norte, apenas a senadora Ivonete Dantas não compareceu à convenção do PMDB porque está de licença médica. Todos os demais convencionais do estado seguiram o voto do presidente do PMDB-RN pela manutenção da aliança PMDB/PT. Além de Henrique Alves, votaram ainda o ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho; os deputados estaduais Gustavo Fernandes, Hermano Morais e Walter Alves; o ex-deputado Elias Fernandes, José Maria Melo e Gleire Belchior.
Dilma Rousseff chegou à convenção após o anúncio do resultado e procurou demonstrar confiança na vitória em outubro. “Nós juntos vencemos a eleição em 2010 e juntos nós vamos vencer a eleição em 2014. Juntos vamos fazer o Brasil andar pra frente”, afirmou a petista “Eu preciso do PMDB. Sejamos nós cada vez mais parceiros e irmãos nessa luta que se avizinha.”
Dilma também agradeceu o apoio do PMDB à aprovação de projetos considerados prioritários pelo governo, apesar da “forte oposição” dos adversários. “Mais uma vez, como se o Brasil não tivesse memória, (os adversários) dizem agora candidamente, de forma muito angélica, que ninguém tem o monopólio daquilo que nós fizemos”, atacou a presidenta. Criticada pelos adversários também pela aliança com setores do PMDB considerados “retrógrados”, Dilma afirmou: “Estamos aliados ao que há de mais moderno no País”.
Palanque eletrônico
A aliança com o PMDB assegura a Dilma pelo menos mais 2 minutos e 18 segundos em cada bloco diário da propaganda política, que começa em agosto. O PT, detentor da maior bancada da Câmara, tem sozinho 2 minutos e 47 segundos. Como o PDT - que tem cerca de meio minuto de propaganda - também fechou ontem o apoio a Dilma, só num dia a presidenta agregou quase três minutos para fazer sua campanha na TV.
Dilma e o PT deram prioridade a firmar as alianças de olho no tempo de televisão. A ala rebelde chegou a distribuir um documento com uma série de críticas ao governo Dilma, citando o aumento da violência, problemas na saúde pública, a desestruturação do setor elétrico, as denúncias de corrupção que envolvem a Petrobras e a “condução intervencionista e populista da economia”. “Definitivamente, o PMDB não pode e não deve concordar com esse estado de coisas. O fato é que, nos últimos anos, o partido foi preterido, desprezado e tratado como um mero apêndice do PT. Essa situação é inaceitável”, afirma a carta.
Apesar das críticas do setor rebelado do PMDB, o governo comemorou a continuidade da aliança. “O objetivo era vencer a convenção, (isso) foi alcançado”, disse o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini. “Quero parabenizar todos que trabalharam por esse resultado.”
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